30 de jun de 2011

Viejo Marx

Viejo Marx

Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo.

Minha fome

Marcelo Araujo
VERDADES II
 
Minha fome

Me arrisquei
quando diante do teu amor
imaturo
te dediquei eternos beijos
e você consumista e louca
me roubou o ar, a intimidade
o gosto da minha boca
venho aqui numa prece
fazer minha razão que prevalece
pedir á Deus um perdão
que me tire de dentro do peito
o que mais me apetece,
a paixão !

Paulo Alvarenga
CADA VERDADE É UNICA, AS MINHAS DESCREVO EM POESIAS, SE QUISER CONHECE-LAS ENCONTRE-AS NAS ENTRELINHAS DOS MEUS POEMAS E REFLEXÕES QUE FAÇO AQUI... PAULO ALVARENGA
De: Paulo Alvarenga
Postagem feita no facebook grupo Amigos por: Marcelo Araujo

29 de jun de 2011

Um Carvalho

Cesário Guedes da Costa*
Eis o pai da montanha, o bíblico Moisés
Vegetal!
Fala com Deus também, deste Sinai
De granito...
Dele recebeu a graça natural
De ter formas reais e ser um mito.

Forte como um destino,
Calmo como um pastor.
A sarça-ardente é quando o sol, a pino,
O inunda de seiva e de calor.

Barbas, rugas e veias
De gigante.
Mas, sobretudo, braços!
Longos e negros desmedidos traços,
Gestos solenes duma fé constante...

Folhas verdes à volta do desejo
Que amadurece.
E nos olhos a prece
Da eternidade.
Eis o pai da montanha, o fálico pagão
Que se veste de neve, e guarda a mocidade
No coração!

Miguel Torga
1950
Publicado no facebook grupo amigos por: *Cesário Guedes da Costa

O Tamanho de Um Sonho


Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:
”Que tamanho tem o universo?”
Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:
”O universo tem o tamanho do seu mundo.
”Perturbada,ela novamente indagou:
”Que tamanho tem meu mundo?”
O pensador respondeu:
”Tem o tamanho dos seus sonhos.
”Se seus sonhos são pequenos,sua visão será pequena,
suas metas serão limitadas,
seus alvos serão diminutos,
sua estrada será estreita,
sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Se seus sonhos são frágeis,sua comida não terá sabor,
suas primaveras não terão flores,
suas manhãs não terão orvalho,
sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis,
faz dos idosos,jovens,
e a ausência deles transforma milionários em mendigos
faz dos jovens idosos.
Os sonhos trazem saúde para a emoção,
equipam o frágil para ser autor da sua história,
fazem os tímidos terem golpes de ousadia
e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Sonhe!"

- Augusto Cury -

28 de jun de 2011

Oração

Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a paz, a sabedoria, a força. Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e prudente. Ver além das aparências Teus filhos como Tu mesmo os vês e, assim, ver senão o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade. Que só de bênçãos se encha meu espírito; que todos os que a mim se achegarem sintam a Tua presença. Reveste-me da Tua beleza, Senhor, e que, no decurso deste dia, eu Te revele a todos.

27 de jun de 2011

O inacabado em mim...

O INACABADO QUE HÁ EM MIM.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.

Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.

Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.

Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Josilene Pinheiro segunda, 27 de junho de 2011

26 de jun de 2011

Reticências



Adoro reticências!
Aqueles três pontos intermitentes
que insistem em dizer que nada está fechado,
que nada acabou,
que algo sempre está por vir!...
A vida se faz assim!
Nada pronto, nada definido.
Tudo sempre em construção.
Tudo ainda por se dizer...
Nascendo...
Brotando...
Sublimando...
Vivo assim...
Numa eterna reticência...
Para que colocar ponto final
?

Refletido



Refletido
Algumas palavras me vestem
Outras me desnudam...

Alguns abraços me retêm
Outros me libertam...

Sem sentido
Sem ter sido
Sem ser, fito
Refletido

Maria Regina

Carinho...


Não interrompa a manifestação de carinho a uma pessoa querida, só porque os outros o julgam errado.
Consulte sua consciência e não dê ouvidos às vozes da inveja e do ciúme.
O carinho é o óleo que lubrifica as engrenagens da vida, que já é dura por si mesma.
A vida sem afeição é um inferno, um deserto sem oásis.
Conserve seu carinho, dedicando-o às pessoas a quem você ama.
"Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente"

"Tolerância"


Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem
na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.
Quero ter cuidado para não soltar a minha mão da mão da
generosidade, durante o percurso. E, quando soltá-la, pelas
distrações causadas pelo egoísmo, quero ter a atenção para
sincronizar o meu passo com o dela de novo. Quero ser respeitosa
com as limitações alheias e me recordar mais vezes o quanto é
trabalhoso amadurecer . Quero aprender a converter toda a energia
disponível às mudanças que me são necessárias, em vez de empregar
no julgamento das outras pessoas . Que as dificuldades que eu
enfrentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de
encanto. A coragem para me aproximar, um pouco mais a cada dia,
da realização do sonho que me move. A idéia de que a minha vida
possa somar no mundo, de alguma forma.

25 de jun de 2011

Casa arrumada é assim

Claudia Colares
Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

"(Carlos Drummond de Andrade)

A Evolução da Educação

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

 
Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80.
Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos,
para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina
registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco,
mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela
aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950,
que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro
descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com
que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.
Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????
Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são estas...????
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o
exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos
os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

A Vida é Aquilo que voce faz Dela!

Publicado no facebook por: Fernanda Lanza
 A vida é aquilo que você faz dela,
são os sorrisos que você deixa com as pessoas que você gosta,

as lágrimas que escapam sem pedir permissão,
os olhares que você libera, as palavras e ações que você emite…
Não adianta esperar um dia melhor amanhã, e não fazer nada pra que ele o seja.
Tudo depende de você, e de mais ninguém, a vida é sua, é seu momento, se você não der tudo de si e viver, ninguém pode fazer isso por você.
Aproveite cada segundo e ....VIVA!!!!
 

24 de jun de 2011

Vivendo a Realidade!!!!


Jurandir Pinheiro de Castro 
Publicado no facebook grupo "Amigos" 
Por: Jurandir Pinheiro de Castro 
"Tenho uma parte que acredita em finais felizes, em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. Tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade. Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha, metade auto-suficiente."
(Caio Fernando Abreu)

Perseverança

Jacy Carone
Publicado no grupo Amigos (facebook)
Por: Jacy Carone 
Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa idéia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo.
 "(Ana Jácomo)

Assim pensa...

     Senhor, se eu agir mal mereço que me tires as mãos
    Se eu pensar mal, mereço que me tires a razão
    Se eu orientar mal, mereço que me tires os olhos
    Mas se eu odiar, não me tires o coração...
    Pois enquanto ele permanecer, sempre será possível eu voltar a amar.
                                 -  RHAMAR L. HUMUSTAN. -

É o dia do apocalipse!

Em uma cidadezinha do interior havia um abacateiro carregado dentro do cemitério. Dois amigos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e pegar todos os abacates.   Eles pularam o muro, subiram a árvore com as sacolas penduradas no ombro e começaram a distribuir o 'prêmio'.   Um pra mim, um pra você. Um pra mim, um pra você. Pô, você deixou dois caírem do lado de fora do muro!   Não faz mal, depois que a gente terminar aqui pegamos os outros dois.   Então tá bom, mais um pra mim, um pra você.   Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de 'um pra mim e um pra você' e saiu correndo para a delegacia.   Chegando lá, virou para o policial: - Seu guarda vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!   - Ah, cala a boca bêbado. - Juro que é verdade, vem comigo.   Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar...   - Um para mim, um para você...   O guarda assustado: - É verdade! É o dia do apocalipse!   Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois?   - Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora?   - Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro...   CORREEEEEEEEEEEEEEE... Disse o guarda ao bêbado.

A Gente

"Em muitos trechos do caminho, às vezes bem longos, carregamos muito peso na alma sem também notar.
A gente se acostuma muito fácil às circunstâncias difíceis que às vezes podem ser mudadas.
A gente se adapta demais ao que faz nossos olhos brilharem menos.
A gente camufla a exaustão.
A gente inventa inúmeras maneiras para revestir o coração com isolamento acústico para evitar ouvi-lo.
A gente faz de conta que a vida é assim mesmo e ponto.
A gente arrasta bolas de ferro e faz de conta que carrega pétalas só pra não precisar
fazer contato com as nossas insatisfações e agir para transformá-las.
A gente carrega tanto peso, no sentimento, um bocado de vezes, porque resiste à mudança.
Até o dia em que a alma, cansada de não ser olhada, encontra o seu jeito de ser vista e de dizer quem é que manda."

(Ana Jácomo)

23 de jun de 2011

CHEIRO DE AMOR

 Além dos oceanos
Rios
tempestades violentas/
medo, (...)sensação de esvaziamento arsênico
vida desenhando sonhos inrropidos na insônia
jardins sem flores
além do limite da mente humana
Extraídos de uma expressão desgarrada
sem preconceito/
Ergo-me a cabeça olhando pro céu
geometria edificada do azul profundo
traçados em mãos quentes/
turbilhão de pensamentos enviados (...)
além da capacidade que envolve o cérebro humano
No ultimo vôo transverso de miragens
na sensação de encobri-la de leve
amasso meus fixos seios
traçando passos com minha personagem
numa intensa vibração
balançam cosmos
o suor escorre pela corpo
deixando cheiro de amor pelo caminho.

-Delírios das Borboletas-


Porta fechada

Porta fechada,
deito-me no silêncio.
prazer da solidão.

Vou até às cerejeiras
Dormir sob seus capulhos,
sem deveres.


Fernando Pessoa

O que eu quero! (Paulo Pacheco)

Quero viver,
Quero poder ver a lua cheia,
O por do sol bonito,
Sem que achem estranho.
Quero ver minhas filhas felizes,
Quero minha mãe sorrindo,
Quero que respeito impere,
Quero ver as pessoas vivendo
Sem medo, sem grades.
Quero poder andar na noite quente,
Brincando com um neto nos braços.
Quero poder ajudar quem precisa,
Sem medo de ser uma armadilha.
Quero poder pedir ajuda, se precisar.
Sem temer quem me atenda.
Ah, quero tão pouco!
Quero poder deixar a janela aberta,
Para o sol entrar na minha casa.
Quero o “bom dia” do vizinho,
O sorriso, sem medo, da vizinha idosa.
Quero que o dia de amanhã seja seguro,
Pras crianças que nascem hoje.
Que possam correr, sorrir, aprender,
Sem a ameaça de canalhas.
Que ninguém me veja só como alvo,
Para poder abraçar meus amigos,
Na calçada, na igreja, na rua.
Quero amanhã, me lembrar de hoje com saudade,
Das pessoas que comigo estiveram.
Quero que as pessoas não se matem,
Que as religiões se respeitem.
Que honra, respeito, amor, prevaleçam.
Que o medo, o jugo, a humilhação,
Que a fome, o roubo, a morte insensata,
Sejam só “passado”,
Que tenhamos que temer só a morte natural,
Que é certa na vida.
Que aprendamos com as lições,
Para que a violência inexista no hoje,
No amanhã, no sempre.
Talvez eu seja só um louco, um desvairado,
Apaixonado pela vida.
Talvez, quem sabe??

Construção

Construção

Sou muito mais do que o antes
E menos ainda do que o depois
Sou o que já se forma
O que já se transforma
Sem formas
Sou o que soa
Sou o que se reforma
Sou Pessoa

Da palavra que nasce
Com o próprio jeito
Inovando sempre a cópia
Sou sujeito

Sujeito a tempestades
Sujeito a calmarias
Ora sou inteiro
Ora sou metades

Singular ou plural
Às vezes sou o verbo
O que conjuga
O que consente
O que há, dentro ou fora
Passado e presente
Sou o que sente.

Intuição

Intuição
Os olhos muitas vezes
Não conseguem ver
Qual lado é o certo
Quem tem a razão.

Mas quem se aprofunda
Em seus anseios e angústias
Consegue perceber e sentir
O enlace da intuição.

Ela é uma bússola
Que orienta e guia
Colocando potentes faróis
Iluminando a densa escuridão.

Cada qual tem o seu jeito
De descobrir o caminho
Para mais rápido chegar
Ao ápice dessa exploração.

Mas quem consegue chegar
Descobre um grande tesouro
Com brilho e valor incalculáveis
E que ninguém , nunca, consegue roubar.

- Maria Regina -
(contém açucar)

Poesia em Reflexão



Para que a luz do sol,?
Se olhos cegos não conseguem ver além de si mesmo?...

De que servem coloridas flores ?
Se o que se vê, em preto e branco,
É uma imagem narcísica estampada no espelho?..

Para que sentir o hortelã de uma bala na boca?
Se perdidas e cinzentas, procurando uma vítima,
Voam, sem rumo, no céu de fumaça?

Para que tantos poemas gentis?
Se pessoas endurecidas, correndo atrás da própria vida,
Escutam apenas os gritos do horror?

Uma esperança agoniza no asfalto quente!...
A espera de que passos apressados
parem por um instante somente;
E se possa, então, sentir no ar, que eleva sua alma
o cheiro adocicado de uma poesia ...

- Maria Regina -

Aferidor de Encantamentos

Manoel de Barros
Tenho um aferidor de Encantamentos.
A uma açucena encostada no rosto de uma criança
O meu Aferidor deu nota dez.
A uma fuga de Bach que vi nos olhos de uma criatura
O Aferidor deu nota vinte.
Mas a um homem sozinho no fim de uma estrada
Sentado nas pedras de suas próprias ruínas
O meu Aferidor deu DESENCANTO.
(O mundo é sortido, Senhor, como dizia meu pai.)

- Manoel de Barros -

22 de jun de 2011

Beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia

Biólogo captura beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia
Apesar de viverem nas profundezas de uma região inóspita, criaturas são ricas em cores.
O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.
Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )
As imagens de Semenov foram feitas em uma região gélida e inóspita, que passa a metade do ano congelada. Ainda assim, as criaturas marinhas fotografadas por ele são ricas em cores.
Ele relata que algumas das criaturas fotografadas são comuns em diversos lugares do mundo; outras, porém, foram vistas por apenas alguns especialistas até hoje.
Sua espécie favorita é o molusco Coryphella polaris, 'uma lesma que vive a 30 metros (de profundidade) no escuro e em águas geladas, e é tão bonito', disse ele ao site TreeHugger.
O livro de Semenov já foi lançado na Rússia e agora está sendo traduzido ao inglês.

Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )


Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )


Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )


Do caos nascem as estrelas


"Não devemos ter medo dos confrontos... 
até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas. "
(Charles Chaplin)

Sem-Fim

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.”

Cecília Meireles

Vazio

 
Procuro reduzir a uma só palavra o sentimento que invade o meu ser e a primeira palavra que surge na minha mente é vazio. O passo seguinte é a reflexão sobre este sentimento. Será que este vazio é positivo ou negativo?
Embarco numa viagem ao epicentro deste momento de meditação em que me encontro. Os sentimentos são contraditórios, os caminhos dúbios mas, a motivação e a curiosidade de saber onde estes sentimentos me levam são mais fortes e deixo-me mergulhar.
Procuro uma resposta e, mergulhando em mim mesmo, vou em busca de um sinal, uma luz ou de algo que dê sentido e uma razão lógica para me sentir desta forma. Em rigor, não existe nada que conceda racionalidade a esta ambiguidade.
A dúvida surge com esta palavra: ambiguidade! Porque saiu ela de dentro de mim? Simbolizará ela a incerteza? A dúvida relativamente ao meu futuro? A dificuldade de escolha? Os minutos passam, as horas avançam, memórias do passado afloram há minha mente, situações do passado invadem o meu ser e a confusão aumenta!
Que procuro eu? Que procura em mim este vazio? Qual é o sinal? O que é que eu deveria estar a entender com isto? Existirá algo no meu passado que tenho que largar? Algo no meu presente que deva entender? Será que uma parte de mim tem receio do futuro?
Não! A resposta a todas as questões anteriores é definitivamente não, e, isto, não quer dizer que, em determinados momentos da vida, não me sinta assim. Porém, este sentimento de vazio que hoje sinto é libertador! Sim, é libertador. Há partes de mim, feridas no passado, que hoje chegaram ao fim da sua caminhada e estão recuperadas. Este vazio é só um sentimento de alivio…

Filosofia

Aula de Filosofia

Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro:

"Provem-me que esta cadeira não existe".

Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto.
No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor.

Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:

"Que cadeira?"

Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pelo em ovo.

Opte pela simplificação.

Enviada por: Edeli Arnaldi

Os tres idealistas

"Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente
o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais,
se puder ser,

Ou até se não puder ser..."

Fernando Pessoa

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